Quiz: Emergências a Bordo — 40 perguntas

Perguntas e respostas detalhadas

1. Qual situação caracteriza uma emergência na aviação?

Uma operação rotineira que exige comunicação entre a cabine e o solo
Uma alteração operacional prevista que ocorre durante o serviço de bordo
Uma situação anormal que ameaça a segurança da aeronave e dos ocupantes
Uma inspeção programada realizada antes do início de cada viagem

Uma situação anormal que ameaça a segurança da aeronave e dos ocupantes

Explicação

Emergência é uma situação anormal que pode ocorrer em diferentes fases ou ambientes do voo e que coloca em risco a aeronave e seus ocupantes. Uma inspeção programada é uma atividade preventiva, não uma emergência por si só.

2. Após um pouso forçado, como se aplica a autoridade do comandante e da tripulação?

O comandante transfere a autoridade aos serviços em terra, enquanto a tripulação encerra suas funções
O comandante mantém a autoridade, e a tripulação continua sob sua autoridade até o regresso à base
A autoridade do comandante termina no pouso, e a tripulação assume o controle até o desembarque
A autoridade passa ao copiloto, e a tripulação permanece responsável apenas pelos passageiros

O comandante mantém a autoridade, e a tripulação continua sob sua autoridade até o regresso à base

Explicação

O comandante continua sendo a autoridade final após um pouso forçado, enquanto a autoridade da tripulação permanece até o regresso à base. O pouso não encerra automaticamente essas responsabilidades operacionais.

3. Qual é a sequência hierárquica em caso de incapacidade do comandante ou de membros da tripulação?

Piloto em comando, chefe de equipe, copiloto, engenheiro de voo e tripulantes de cabine
Copiloto, piloto em comando, chefe de equipe, engenheiro de voo e tripulantes de cabine
Piloto em comando, copiloto, engenheiro de voo, chefe de equipe e tripulantes de cabine
Piloto em comando, engenheiro de voo, copiloto, chefe de equipe e tripulantes de cabine

Piloto em comando, copiloto, engenheiro de voo, chefe de equipe e tripulantes de cabine

Explicação

A hierarquia segue do piloto em comando ao copiloto, depois ao engenheiro de voo, ao chefe de equipe e aos tripulantes de cabine em ordem hierárquica. A troca entre copiloto e engenheiro de voo altera a sequência estabelecida.

4. Durante o voo, em que condição uma pessoa pode entrar na cabine de comando?

Quando for membro da companhia e solicitar entrada diretamente aos pilotos
Quando precisar conversar com a tripulação e entrar após uma chamada pelo sistema de anúncios
Quando estiver acompanhada por um comissário, mesmo sem autorização do comandante
Quando for autorizada pelo comandante e seu acesso for anunciado discretamente pelo interfone

Quando for autorizada pelo comandante e seu acesso for anunciado discretamente pelo interfone

Explicação

O acesso durante o voo depende da autorização do comandante e deve ser anunciado discretamente pelo interfone pelos comissários. Ser funcionário da companhia ou estar acompanhado não substitui essa autorização.

5. Em que período se aplica o cockpit estéril?

A partir do acionamento dos motores até o pouso, com interrupção durante a aproximação
Antes da decolagem, na subida até 10.000 FT e na descida a partir de 10.000 FT até o abandono da pista
Durante todo o voo, desde o embarque até a chegada dos passageiros ao terminal
Após a decolagem até o início da descida, sem incluir as operações realizadas em terra

Antes da decolagem, na subida até 10.000 FT e na descida a partir de 10.000 FT até o abandono da pista

Explicação

O cockpit estéril começa imediatamente antes da decolagem, segue na subida até 10.000 FT e retorna na descida ao cruzar 10.000 FT, terminando com o abandono da pista. Ele não vigora de modo contínuo durante todo o voo.

6. Qual é a finalidade principal do briefing pré-voo?

Distribuir exclusivamente as tarefas de serviço de bordo entre os comissários escalados
Coordenar funções, documentação, procedimentos, equipamentos, passageiros, anúncios, serviço e verificações
Confirmar apenas a documentação da aeronave e a comunicação entre os pilotos
Revisar os procedimentos de desembarque depois que a aeronave chegar ao destino

Coordenar funções, documentação, procedimentos, equipamentos, passageiros, anúncios, serviço e verificações

Explicação

O briefing pré-voo alinha comandante, chefe de equipe e tripulação de cabine sobre diversas responsabilidades operacionais e de segurança. Restringi-lo à documentação ou ao serviço de bordo deixa de fora funções essenciais.

7. Durante o check pré-voo, uma irregularidade em um equipamento deve ser comunicada a quem?

Ao serviço de solo, sem necessidade de informar a chefia da cabine
Ao chefe de equipe, que deve encaminhá-la ao comandante
Diretamente aos passageiros, para que decidam se o voo deve prosseguir
Ao copiloto, que fica responsável por resolver a falha sem comunicação adicional

Ao chefe de equipe, que deve encaminhá-la ao comandante

Explicação

Qualquer irregularidade identificada no check deve ser comunicada ao chefe de equipe, que a transmite ao comandante. O procedimento cria uma cadeia formal de comunicação para a decisão operacional.

8. Como se diferenciam os sistemas fixos de oxigênio gasoso e químico?

O gasoso funciona por contato com a água, enquanto o químico depende da pressurização da cabine
O gasoso é armazenado em cilindros, enquanto o químico é produzido por geradores
O gasoso é produzido por geradores, enquanto o químico é armazenado em cilindros
O gasoso é liberado por máscaras portáteis, enquanto o químico fica reservado ao cockpit

O gasoso é armazenado em cilindros, enquanto o químico é produzido por geradores

Explicação

Em aeronaves pressurizadas, o sistema gasoso armazena oxigênio em cilindros, enquanto o sistema químico o produz por meio de geradores. Os dois sistemas diferem, portanto, na forma de armazenamento ou produção.

9. O que deve fazer uma pessoa quando as máscaras de oxigênio caem automaticamente a 14.000 FT de altitude interna?

Aguardar a orientação dos comissários, mantendo a máscara suspensa diante do rosto
Puxar a máscara, colocá-la sobre nariz e boca, ajustar o elástico e respirar normalmente
Ajustar primeiro o elástico, depois puxar a máscara e cobrir apenas o nariz
Colocar a máscara sobre o pescoço, prender o elástico e respirar de forma mais rápida

Puxar a máscara, colocá-la sobre nariz e boca, ajustar o elástico e respirar normalmente

Explicação

Após a queda automática das máscaras, a pessoa deve puxá-las, cobrir nariz e boca, ajustar o elástico e respirar normalmente. Aguardar ou cobrir apenas uma parte do rosto não corresponde ao procedimento indicado.

10. Qual combinação de fluxo e duração corresponde ao uso do cilindro portátil de oxigênio terapêutico?

Fluxo HI de 2 litros por minuto por 154 minutos para adultos e traqueotomizados; fluxo LO de 4 litros por minuto por 77 minutos para crianças e bebês
Fluxo HI de 2 litros por minuto por 77 minutos para adultos e traqueotomizados; fluxo LO de 4 litros por minuto por 154 minutos para crianças e bebês
Fluxo HI de 4 litros por minuto por 154 minutos para crianças e bebês; fluxo LO de 2 litros por minuto por 77 minutos para adultos
Fluxo HI de 4 litros por minuto por 77 minutos para adultos e traqueotomizados; fluxo LO de 2 litros por minuto por 154 minutos para crianças e bebês

Fluxo HI de 4 litros por minuto por 77 minutos para adultos e traqueotomizados; fluxo LO de 2 litros por minuto por 154 minutos para crianças e bebês

Explicação

O fluxo HI é de 4 litros por minuto, dura 77 minutos e atende adultos e passageiros traqueotomizados; o fluxo LO é de 2 litros por minuto, dura 154 minutos e atende crianças e bebês. A alternativa que inverte os públicos e os tempos confunde os dois regimes de fluxo.

11. Durante o combate a fogo ou fumaça, qual distribuição de funções está correta?

O operador retira passageiros; o transmissor fornece equipamentos; o assistente corta os circuitos e comunica a cabine de comando
O operador fornece equipamentos; o transmissor retira passageiros; o assistente identifica o fogo e utiliza o extintor
O operador identifica o fogo, corta os circuitos e usa o extintor; o transmissor informa o comandante; o assistente fornece equipamentos e retira passageiros
O operador informa o comandante; o transmissor usa o extintor; o assistente identifica o fogo e corta os circuitos elétricos

O operador identifica o fogo, corta os circuitos e usa o extintor; o transmissor informa o comandante; o assistente fornece equipamentos e retira passageiros

Explicação

O operador executa a resposta direta ao fogo, o transmissor comunica o comandante e o assistente apoia com equipamentos e evacuação da área afetada. A alternativa que atribui o uso do extintor ao transmissor troca as funções definidas para a equipe.

12. O que caracteriza uma saída de emergência em uma aeronave?

Uma área externa reservada à reunião dos passageiros após o pouso
Uma abertura que permite a passagem relativamente fácil de pessoas bloqueadas em uma emergência
Um corredor interno utilizado para distribuir passageiros entre as fileiras
Um compartimento destinado ao armazenamento de equipamentos usados durante o voo

Uma abertura que permite a passagem relativamente fácil de pessoas bloqueadas em uma emergência

Explicação

Uma saída de emergência é uma abertura pela qual uma ou mais pessoas podem passar com relativa facilidade quando estão bloqueadas durante uma emergência. Um corredor interno pode facilitar a circulação, mas não constitui, por si só, uma saída de emergência.

13. Em qual situação uma saída de emergência é considerada operativa?

Quando a aeronave ainda se desloca lentamente, mas os passageiros já receberam instruções de evacuação
Quando os motores permanecem ligados, desde que o equipamento auxiliar esteja disponível
Quando a área adjacente está ocupada, desde que a porta possa ser aberta manualmente
Quando a aeronave e os motores estão parados, a área adjacente está livre, a abertura é possível e o equipamento auxiliar funciona

Quando a aeronave e os motores estão parados, a área adjacente está livre, a abertura é possível e o equipamento auxiliar funciona

Explicação

A saída só é operativa quando a aeronave e os motores estão completamente parados, a área próxima está livre, a abertura pode ser feita e o equipamento auxiliar funciona. A possibilidade de abrir a porta, isoladamente, não torna a saída utilizável.

14. Quantos passageiros uma saída de emergência do Tipo II pode comportar em 90 segundos?

Entre 30 e 40 passageiros
Entre 20 e 30 passageiros
Entre 15 e 20 passageiros
Entre 50 e 55 passageiros

Entre 30 e 40 passageiros

Explicação

O coeficiente de evacuação do Tipo II corresponde a uma capacidade de 30 a 40 passageiros em 90 segundos. A faixa de 20 a 30 passageiros refere-se ao Tipo III, enquanto a de 50 a 55 corresponde ao Tipo I.

15. Qual sequência deve ser seguida pelo tripulante durante uma despressurização?

Colocar a máscara, sentar-se, aguardar autorização, prestar socorro, fornecer oxigênio e verificar os lavatórios
Verificar os lavatórios, prestar socorro, sentar-se, colocar a máscara, aguardar autorização e fornecer oxigênio
Sentar-se, prestar socorro, verificar os lavatórios, aguardar autorização, colocar a máscara e fornecer oxigênio
Aguardar autorização, fornecer oxigênio, colocar a máscara, verificar os lavatórios, sentar-se e prestar socorro

Colocar a máscara, sentar-se, aguardar autorização, prestar socorro, fornecer oxigênio e verificar os lavatórios

Explicação

O procedimento começa com a colocação da máscara mais próxima e o posicionamento na poltrona mais próxima, seguido da autorização do cockpit, dos primeiros socorros, do fornecimento de oxigênio quando necessário e da verificação dos lavatórios. Iniciar pela verificação dos lavatórios não atende à prioridade de proteção respiratória.

16. Qual relação entre altitude e sinais da despressurização está correta?

O alarme soa a 10.000 pés, as máscaras caem a 14.000 pés e o fluxo aumenta progressivamente até 4 litros por minuto a 17.000 pés
O alarme soa a 14.000 pés, as máscaras caem a 10.000 pés e o fluxo permanece em 1 litro por minuto a 17.000 pés
O alarme soa a 17.000 pés, as máscaras caem a 14.000 pés e o fluxo aumenta para 2 litros por minuto a 10.000 pés
O alarme soa a 10.000 pés, as máscaras caem a 15.000 pés e o fluxo diminui progressivamente até 1 litro por minuto a 17.000 pés

O alarme soa a 10.000 pés, as máscaras caem a 14.000 pés e o fluxo aumenta progressivamente até 4 litros por minuto a 17.000 pés

Explicação

Na despressurização, o alarme do cockpit ocorre a 10.000 pés, as máscaras caem a 14.000 pés e o fluxo passa de 1 litro por minuto para 2, 3 e 4 litros por minuto entre 15.000 e 17.000 pés. Confundir o alarme com a queda das máscaras inverte dois momentos distintos do procedimento.

17. O que deve ser feito antes de aplicar líquidos em um fogo elétrico?

Aumentar a ventilação para dispersar a fumaça acumulada
Desligar a energia nos interruptores ou disjuntores
Abrir a saída localizada mais próxima do equipamento
Aplicar líquido para reduzir rapidamente a temperatura

Desligar a energia nos interruptores ou disjuntores

Explicação

A energia deve ser desligada antes do uso de líquidos, pois a alimentação elétrica torna perigosa sua aplicação. A ventilação pode afetar a fumaça, mas não elimina o risco elétrico da utilização de líquidos em um circuito energizado.

18. Durante uma evacuação, quando ela pode começar e como deve ser tratada a saída situada na área do fogo?

Quando o cockpit autorizar, utilizando a saída da área do fogo se o equipamento auxiliar funcionar
Antes da parada total, desde que os passageiros estejam organizados, usando a saída próxima ao fogo
Após a redução da velocidade, mantendo operativa a saída afetada caso sua abertura seja possível
Após a parada total e o desligamento dos motores, considerando inoperante a saída afetada pelo fogo

Após a parada total e o desligamento dos motores, considerando inoperante a saída afetada pelo fogo

Explicação

A evacuação começa depois da parada total da aeronave e do desligamento dos motores, e a saída localizada na área do fogo deve ser considerada inoperante. A possibilidade de abrir essa saída não elimina o perigo representado pelo fogo em sua área.

19. Qual correspondência entre fator de acidente e sua origem está correta?

Fator meteorológico corresponde a erro humano, enquanto fator casual corresponde a causa desconhecida
Fator meteorológico corresponde a erro operacional, enquanto fator casual corresponde a erro técnico
Fator meteorológico corresponde a fenômeno natural, enquanto fator casual corresponde ao acaso
Fator meteorológico corresponde ao acaso, enquanto fator casual corresponde a fenômeno natural

Fator meteorológico corresponde a fenômeno natural, enquanto fator casual corresponde ao acaso

Explicação

O fator meteorológico está relacionado a fenômenos naturais, e o fator casual está relacionado ao acaso. Erros operacionais e técnicos pertencem a outras categorias de origem de acidentes.

20. Quais informações devem ser comunicadas pelo comandante em uma emergência preparada?

A natureza da emergência, o tempo disponível, o local de pouso, as zonas atingidas, os responsáveis pela comunicação e o sinal de impacto
A identificação dos passageiros, a quantidade de combustível, a rota prevista e a posição dos equipamentos de bordo
Apenas o local de pouso e o tempo disponível, deixando os demais dados para a comunicação após a aterrissagem
A velocidade da aeronave, a temperatura externa, a duração do voo e a distribuição dos assentos ocupados

A natureza da emergência, o tempo disponível, o local de pouso, as zonas atingidas, os responsáveis pela comunicação e o sinal de impacto

Explicação

Na emergência preparada, o comandante informa a natureza da emergência, o tempo disponível, o local de pouso, as zonas provavelmente atingidas, quem comunicará a situação aos passageiros e o sinal convencional de impacto. Dados operacionais como velocidade e temperatura externa não substituem esse conjunto de informações essenciais.

21. Como devem ser organizados alguns passageiros durante a preparação para o impacto?

Gestantes devem sentar-se junto às saídas com o cinto sobre o abdômen, e bebês devem permanecer sem manta para agilizar o deslocamento
Passageiros que precisam de assistência especial devem ocupar saídas de emergência, enquanto bebês ficam separados das mães para facilitar a evacuação
Passageiros jovens devem ficar afastados das saídas, gestantes devem ocupar assentos centrais e bebês devem ser entregues a outros passageiros
Passageiros jovens e calmos podem ocupar saídas de emergência, gestantes ficam próximas a uma porta e bebês permanecem envolvidos em mantas com a mãe

Passageiros jovens e calmos podem ocupar saídas de emergência, gestantes ficam próximas a uma porta e bebês permanecem envolvidos em mantas com a mãe

Explicação

Passageiros jovens e calmos podem ser colocados nas saídas, gestantes devem ficar próximas a uma porta com o cinto baixo e bebês devem permanecer envolvidos em mantas junto da mãe. Passageiros que necessitam de assistência especial não são apropriados para ocupar saídas de emergência.

22. Qual sequência descreve adequadamente as ações do comissário durante uma evacuação?

Verificar a saída, conduzir o fluxo, abandonar a aeronave, orientar os passageiros e depois conferir as cabines
Abrir o cinto, levantar-se, orientar os passageiros, verificar a saída, conduzir o fluxo, conferir as cabines e abandonar a aeronave
Levantar-se, conduzir o fluxo, abrir o cinto, abandonar a aeronave e verificar a saída após o desembarque
Orientar os passageiros, conferir as cabines, abrir o cinto, verificar a saída, conduzir o fluxo e permanecer na aeronave

Abrir o cinto, levantar-se, orientar os passageiros, verificar a saída, conduzir o fluxo, conferir as cabines e abandonar a aeronave

Explicação

A evacuação exige que o comissário se libere, se levante, oriente os passageiros, verifique a saída, organize o fluxo, faça a conferência das cabines e então deixe a aeronave. Permanecer na aeronave antes de concluir essas ações não corresponde ao procedimento indicado.

23. Durante uma evacuação sobre a água, que orientação ajuda os passageiros a permanecerem seguros e juntos?

Inflar os coletes dentro da cabine e distribuir os passageiros conforme a proximidade das saídas
Permanecer sentados nos assentos e aguardar que a equipe leve os equipamentos até cada passageiro
Utilizar o assento flutuador ou o escape-slide inflado como auxílio de flutuação e permanecer agrupados
Afastar-se em pequenos grupos da aeronave e deixar os equipamentos de flutuação na cabine

Utilizar o assento flutuador ou o escape-slide inflado como auxílio de flutuação e permanecer agrupados

Explicação

Os passageiros devem usar o assento flutuador ou o escape-slide inflado como auxílio de flutuação e manter-se juntos. Afastar os grupos ou deixar os equipamentos na cabine dificulta a organização e a segurança após a evacuação.

24. Em que situação o comissário pode deixar de permanecer a bordo antes de todos os passageiros desembarcarem?

Quando fogo, fumaça ou o nível da água impedir a permanência segura na aeronave
Quando a maioria dos passageiros já tiver saído e a cabine parecer organizada
Quando o fluxo de passageiros diminuir e houver equipes externas próximas à aeronave
Quando uma saída estiver liberada e os equipamentos de emergência tiverem sido usados

Quando fogo, fumaça ou o nível da água impedir a permanência segura na aeronave

Explicação

O comissário deve permanecer a bordo até o desembarque de todos, salvo se fogo, fumaça ou água em nível impeditivo tornar a permanência inviável. A redução do fluxo ou a presença de equipes externas não substitui esse critério de segurança.

25. Qual procedimento reúne corretamente as principais etapas de uma amerissagem?

Selecionar passageiros próximos às saídas, retirar os botes antes da parada, separar os grupos e inflar os coletes ainda dentro da cabine
Selecionar passageiros aptos a operar saídas, informar as saídas utilizáveis, manter grupos com equipamentos, retirar botes após a parada total e inflar coletes na soleira ou sobre a asa
Informar as saídas inutilizáveis, distribuir os passageiros pela aeronave, retirar os botes durante o movimento e inflar coletes no corredor
Manter todos sentados após a parada, retirar os botes antes do impacto, agrupar passageiros sem equipamentos e inflar coletes na cabine

Selecionar passageiros aptos a operar saídas, informar as saídas utilizáveis, manter grupos com equipamentos, retirar botes após a parada total e inflar coletes na soleira ou sobre a asa

Explicação

Na amerissagem, devem ser escolhidos passageiros capazes de operar as saídas, comunicadas as saídas utilizáveis, mantidos os grupos com equipamentos de flutuação, retirados os botes após a parada total e inflados os coletes na soleira ou sobre a asa. Retirar botes antes da parada e inflar coletes dentro da cabine contraria o procedimento.

26. Como deve ser organizado o escape-slide quando há bebês de colo durante uma amerissagem?

O escape-slide deve permanecer inflado como rampa, e os bebês devem usar coletes na cabine
O escape-slide deve ser retirado antes da parada, e os bebês devem permanecer nos braços das mães
O escape-slide deve ser usado como colchão na cabine, e os bebês devem aguardar junto às saídas
O escape-slide deve ser transformado em bote, e os bebês devem ser acomodados nele

O escape-slide deve ser transformado em bote, e os bebês devem ser acomodados nele

Explicação

Em uma amerissagem com bebês de colo, o escape-slide é convertido em bote para acomodá-los. Os coletes, por sua vez, são inflados na soleira ou sobre a asa, não dentro da cabine.

27. Após uma emergência imprevista, qual sequência corresponde à atuação da tripulação?

Afastar-se da aeronave após a parada, verificar a saída, retirar passageiros, conferir as cabines e orientar a posição de impacto
Manter os passageiros sentados após a parada, abrir todas as saídas, conferir as cabines, desembarcar lentamente e afastar-se
Retirar passageiros durante a desaceleração, verificar as cabines, manter todos na posição de impacto, desembarcar e retornar à aeronave
Manter os passageiros na posição de impacto até a parada total, verificar a saída, retirar passageiros rapidamente, conferir as cabines, desembarcar e afastar-se

Manter os passageiros na posição de impacto até a parada total, verificar a saída, retirar passageiros rapidamente, conferir as cabines, desembarcar e afastar-se

Explicação

A tripulação mantém a posição de impacto até a parada total, verifica a saída, promove a retirada rápida, confere as cabines, desembarca e se afasta da aeronave. Retirar passageiros durante a desaceleração viola a orientação de aguardar a parada total.

28. Qual conjunto de ações faz parte da preparação da cabine para uma situação de emergência?

Identificar apenas a saída principal, recolher equipamentos de emergência, ajustar o assento, abrir as mesas e assumir a posição de descanso
Consultar o cartão de segurança, localizar e identificar saídas alternativas, retirar objetos perigosos, ajustar o cinto e praticar a posição de impacto
Localizar uma saída próxima, retirar o cinto, manter objetos soltos no colo, revisar os procedimentos após o pouso e praticar a evacuação
Guardar o cartão de segurança, bloquear saídas alternativas, manter objetos perigosos à mão, afrouxar o cinto e aguardar a tripulação

Consultar o cartão de segurança, localizar e identificar saídas alternativas, retirar objetos perigosos, ajustar o cinto e praticar a posição de impacto

Explicação

A preparação inclui estudar o cartão de segurança, localizar as saídas e alternativas, retirar objetos perigosos, ajustar o cinto e praticar a posição de impacto. Bloquear saídas, afrouxar o cinto ou manter objetos perigosos contradiz as medidas preventivas.

29. Qual postura caracteriza corretamente a posição de impacto?

Cinto de segurança solto, corpo inclinado para frente e mãos apoiadas sobre os joelhos
Cinto de segurança afivelado, corpo inclinado para frente e mãos colocadas sob as coxas
Cinto de segurança afivelado, corpo inclinado para trás e mãos apoiadas sobre a cabeça
Cinto de segurança ajustado, corpo ereto e mãos apoiadas nos braços do assento

Cinto de segurança afivelado, corpo inclinado para frente e mãos colocadas sob as coxas

Explicação

A posição de impacto combina o cinto afivelado, a inclinação do corpo para frente e as mãos sob as coxas. Manter o corpo para trás ou deixar o cinto solto não corresponde à postura prevista.

30. Qual conjunto representa os quatro elementos do tetraedro do fogo?

Combustível, comburente, calor e reação em cadeia
Combustível, fumaça, pressão e reação em cadeia
Comburente, chama, vapor e temperatura ambiente
Calor, cinzas, fumaça e material inflamável

Combustível, comburente, calor e reação em cadeia

Explicação

O tetraedro do fogo reúne combustível, comburente, calor e reação em cadeia, fatores necessários à manutenção da combustão. O triângulo do fogo contém três elementos e não inclui a reação em cadeia.

31. Em uma atmosfera com menos de 16% de oxigênio, qual consequência é esperada para uma chama?

A chama aumenta sua intensidade pela concentração de gases quentes
A chama passa a depender exclusivamente da reação em cadeia
A chama tende a deixar de existir por falta de oxigênio suficiente
A chama permanece estável porque o calor substitui o comburente

A chama tende a deixar de existir por falta de oxigênio suficiente

Explicação

São necessários no mínimo 16% de oxigênio para haver chamas, e o ar atmosférico normal contém cerca de 21%. A redução abaixo desse limite compromete a formação da chama, mesmo com combustível e calor presentes.

32. Qual situação caracteriza o ponto de combustão de um material?

O material produz um lampejo breve quando recebe uma fonte externa
A chama se mantém enquanto uma fonte externa continua fornecendo calor
A combustão começa sem qualquer fonte externa de calor
O material libera vapor, mas não apresenta possibilidade de chama

A chama se mantém enquanto uma fonte externa continua fornecendo calor

Explicação

No ponto de combustão, a chama se mantém com o auxílio de uma fonte externa. O lampejo breve corresponde ao ponto de fulgor, enquanto o início sem fonte externa caracteriza o ponto de ignição.

33. Qual descrição define corretamente o fogo ou a combustão?

É uma emissão de calor causada pela pressão, sem transformação dos materiais
É uma mudança física que altera o estado do material sem liberar energia
É uma transformação química que produz luz e calor por reação em cadeia
É uma reação que depende do combustível, mas dispensa comburente e calor

É uma transformação química que produz luz e calor por reação em cadeia

Explicação

Fogo ou combustão é uma transformação química em que combustível, comburente e fonte calorífica iniciam uma reação em cadeia que produz luz e calor. A mudança não é meramente física e depende da combinação desses fatores.

34. Qual comparação entre combustão ativa e combustão lenta está correta?

A ativa ocorre sem oxigênio disponível, enquanto a lenta exige atmosfera rica em oxigênio
A ativa mantém gases frios confinados, enquanto a lenta provoca rápida dilatação sob pressão
A ativa produz calor sem chama em ambiente pobre em oxigênio, enquanto a lenta produz chama
A ativa produz chama em ambiente rico em oxigênio, enquanto a lenta produz calor sem chama

A ativa produz chama em ambiente rico em oxigênio, enquanto a lenta produz calor sem chama

Explicação

A combustão ativa apresenta chama e ocorre em ambiente rico em oxigênio, enquanto a combustão lenta produz calor sem chamas e geralmente ocorre com pouco oxigênio. A ausência de chama é a característica distintiva da combustão lenta, não da ativa.

35. Como o calor é transmitido quando uma estrutura metálica aquece de uma extremidade à outra por contato entre suas partículas?

Por condução, de molécula a molécula através do material
Por irradiação, mediante ondas que atravessam o espaço
Por abafamento, pela redução do oxigênio junto ao material
Por convecção, pelo deslocamento de massas de ar aquecido

Por condução, de molécula a molécula através do material

Explicação

A condução transmite calor de molécula a molécula por contato, como ocorre ao longo de uma estrutura metálica. A convecção depende do deslocamento de massa aquecida, e a irradiação ocorre por ondas.

36. Qual método de extinção é aplicado quando se remove o oxigênio que alimenta as chamas?

Resfriamento, porque diminui a energia térmica do material
Extinção química, porque interrompe a reação em cadeia
Retirada do combustível, porque remove o material que queima
Abafamento, porque reduz a disponibilidade de comburente

Abafamento, porque reduz a disponibilidade de comburente

Explicação

O abafamento extingue o fogo ao reduzir o oxigênio disponível, isto é, o comburente. O resfriamento atua sobre o calor, a retirada elimina o combustível e a extinção química interrompe a reação em cadeia.

37. Um incêndio envolvendo um painel elétrico energizado pertence a qual classe?

Classe C, destinada a materiais energizados ou elétricos
Classe A, destinada a combustíveis sólidos comuns
Classe B, destinada a líquidos inflamáveis
Classe D, destinada a metais pirofóricos

Classe C, destinada a materiais energizados ou elétricos

Explicação

A classe C corresponde a incêndios em materiais energizados ou equipamentos elétricos. A classe A abrange sólidos, a B líquidos inflamáveis e a D metais pirofóricos.

38. Qual agente extintor atua principalmente por resfriamento?

CO2, que desloca principalmente o oxigênio do ambiente
PQS, que interrompe principalmente o contato com o oxigênio
HALON, que atua principalmente pela eliminação da reação em cadeia
Água, que reduz principalmente a temperatura do material

Água, que reduz principalmente a temperatura do material

Explicação

A água age principalmente por resfriamento, retirando calor do material em combustão. O PQS atua por abafamento, o CO2 por abafamento com ação auxiliar de resfriamento e o HALON por abafamento ou interrupção da reação em cadeia.

39. Por que é necessário utilizar proteção respiratória ao entrar em um local confinado após a descarga de HALON?

Porque o HALON aumenta a concentração de oxigênio respirável no recinto
Porque a descarga transforma o agente em água aquecida e vapor irritante
Porque a decomposição do HALON pode produzir substâncias perigosas
Porque o HALON mantém a combustão ativa durante o período de descarga

Porque a decomposição do HALON pode produzir substâncias perigosas

Explicação

A descarga de HALON pode gerar produtos de decomposição perigosos, o que torna inadequada a permanência sem proteção respiratória em local confinado. O risco decorre dos produtos formados durante a descarga, não do aumento do oxigênio ou da manutenção da combustão.

40. Qual é a sequência correta das fases de combate ao fogo?

Análise da situação, isolamento, salvamento, extinção, confinamento, proteção, rescaldo e ventilação
Confinamento, salvamento, análise da situação, ventilação, isolamento, extinção, proteção e rescaldo
Análise da situação, salvamento, isolamento, confinamento, extinção, rescaldo, ventilação e proteção
Salvamento, análise da situação, extinção, isolamento, ventilação, confinamento, proteção e rescaldo

Análise da situação, salvamento, isolamento, confinamento, extinção, rescaldo, ventilação e proteção

Explicação

O combate ao fogo segue a sequência de análise da situação, salvamento, isolamento, confinamento, extinção, rescaldo, ventilação e proteção. As demais sequências alteram a ordem estabelecida das fases operacionais.

Revisar com flashcards

Memorize as respostas com 78 flashcards sobre Emergências a Bordo.

O que caracteriza uma emergência na aviação?

É uma situação anormal que coloca em risco a segurança da aeronave e ocupantes.

Quem é a autoridade final na operação da aeronave?

O comandante ou piloto em comando.

Quando o comandante exerce autoridade sobre a tripulação e bens?

Desde o embarque ou início da viagem até o desembarque ou término da viagem.

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